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Adeus
(Moacir
Sader – junho-06)
É melancólico
dizer adeus
a um grande
amor,
é necessário, às
vezes,
resguardar o
sentimento...,
aceitá-lo somente
na alma,
vibrando puras
sensações.
É sempre sombrio
dizer adeus
a um amor
inesquecível,
porém, por vezes é
imperioso conservar o sentimento para
depois...,
abandoná-lo apenas
na lembrança,
momentos
eternizados.
É sofrido dizer
adeus
a um amor singular
de almas gêmeas,
premente se faz,
às vezes, abrigar o sentimento para depois...,
renunciar,
deixá-lo
adormecido...,
esperar renascer
somente num futuro,
quiçá
distante.
É muito triste
saber que é chegado o instante de dizer
adeus...,
guardar o
sentimento para depois...,
renunciar... para
não ferir e ser ferido,
desampará-lo
quieto para florescer em outro
tempo,
momento certo de
ser vivido,
livremente...
É triste dizer adeus ao
amor eterno, mesmo que por amor.
Adeus assim se
equivale a renúncia sublime,
a
entregar o sentimento a Deus
e esperar pelas luzes do
futuro.
Poesia inspirada no grande amor/renúncia
vivido pelos personagens d o filme Casa Blanca,
com
interpretações inesquecíveis de
Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
Humphrey Bogart e
Ingrid Bergman
Imagem de
fundo criação de Luzia
Ramos
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