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Avô
anjo (texto
de Moacir Sader) outubro/2004 Vítima
de assalto, Margaret perde sua vida. O assaltante, não se contenta
apenas em roubar tudo o que lhe pertence, opta por silenciar
definitivamente o coração de Margaret com um tiro certeiro. Enquanto
aguardam a chegada do corpo, os pais, irmãos, sobrinhos e amigos de
Margaret choram de intensa dor. Com seus cinqüenta anos, Margaret nunca
se casou e por isso, até então, morava com os seus pais, já idosos. Eu
e minha esposa acompanhamos todo o sofrimento da família. Minha esposa
me pergunta se eu sei quem é um homem de bastante idade sentado em uma
das cadeiras da sala. Quando olho, fico emocionado, pois reconheço
intuitivamente como sendo o avô de Margaret, falecido há muitos anos. Eu
peço, então, a minha esposa para não comentar nada sobre o que está
vendo, pois lhe chamo a atenção sobre o fato de que somente eu e ela
podemos ver o avô de Margaret, já que ele se encontra invisível para
os demais. Algum
tempo depois, o avô se levanta e sai da casa. Intrigado, vou até a
porta que dá para a rua. Fico maravilhado com o que eu posso ver: além
da porta, não mais se encontra a rua, nem as casas vizinhas, mas sim um
imenso campo verde, com árvores, pássaros cantando e, neste lugar
espetacular, segue o avô segurando pela mão uma menina de cerca de
seus nove anos de idade. Eles estão rindo um para o outro, sentido a
imensa felicidade de estarem juntos, novamente. Olhando
para uma foto exposta na sala, constato que aquela menina é Margaret
quando criança, exatamente com a mesma idade em que o avô havia
falecido. Por informação espiritual, fico sabendo que o avô sempre
havia cuidado de Margaret como sendo seu anjo da guarda, estando sempre
com ela quando havia necessidade e agora veio para levá-la a sua nova
morada espiritual. É
comum, quando ocorre o desencarne, a presença de algum membro da família
já falecido para ajudar na travessia. O que é perfeitamente explicável
e até necessário, vez que a presença de um ente querido gera em quem
está partindo segurança em saber que é o caminho a seguir, pois vê
na presença daquela pessoa da família, o carinho e o amor e, sobretudo
a confiança necessária num momento emocional tão intenso. Neste instante da viagem do espírito, sempre haverá um avô ou um outro parente e até amigos do plano espiritual para segurar a mão e levar com segurança o espírito para o novo habitat.
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