Leia o artigo escrito por Moacir Sader em
setembro/11
"Sucesso
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O
poder da fé na cura cármica
(artigo escrito por Moacir Sader
)
A importância da fé na cura e como Jesus agia ao curar as pessoas: transmutando o carma e enfatizando a fé
"Viagem à cidade espiritual de
Necanerom" de Moacir Sader)
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A
palavra “fé” está presente
em todas as religiões e é destacada na Bíblia em inúmeras passagens, somente
no Novo Testamento, em torno de 227 versículos, como algo importante a ser
vivenciado.
Chama-me
a atenção o modo especial de Jesus se valer do poder da fé para curar. Embora
Ele pudesse realizar milagres, utilizava-se da fé de quem fazia o pedido, como
algo necessário no processo de cura.
Há
uma passagem de Jesus especial para mim, porque se assemelha a um outro milagre
Dele que eu pude testemunhar através de viagem astral a Jerusalém. Mateus, na
passagem Bíblica, conta-nos a cura feita por Jesus ao servo de um Centurião,
dizendo:
Tendo
Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe rogava,
dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e horrivelmente
atormentado. Respondeu-lhe Jesus: Eu irei, e o curarei. O centurião, porém,
replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas
somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem
sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e
ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.
Jesus, ouvindo isso, admirou-se, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo
que a ninguém encontrei em Israel com tamanha fé. (
Mateus, Cp. 8, Vs. 6/10)
O
centurião, ao dizer de sua confiança plena no atendimento de suas ordens pelos
soldados, estava enfatizando, igualmente, a confiava total no poder de Jesus em
curar o seu servo, o que levou Jesus a proceder à cura e a louvar o centurião,
dizendo que não havia encontrado, nem mesmo em Jerusalém, alguém com tanta fé.
No
milagre de Jesus, acompanhado por mim em viagem astral, também um centurião
procura por Jesus para pedir a cura de seu filho, já desenganado pela medicina.
No entanto, ao encontrá-Lo, não se sente com coragem para fazer o pedido;
humildemente pede somente para segurar a mão de Jesus. Sabendo de seu
pensamento e vendo a fé do centurião, Jesus, assim que estendeu e tocou a mão
do centurião, disse-lhe: “o seu pedido foi atendido” e o filho dele,
naquele instante, foi curado à distância.
Sempre
que me lembro de ter acompanhado esse milagre em regressão astral, vendo a
alegria com que Jesus curava as pessoas, emociono-me pela grande dádiva que me
foi concedida. Essa experiência me fez alertar para o poder da fé e de como
ela pode e deve ser manifestada.
Note,
no caso do centurião da Bíblia, que a fé foi claramente demonstrada e falada.
Já, na situação do outro centurião, nenhuma palavra foi dita, mas pensada,
sentida verdadeiramente. Isso foi o bastante para ter sido percebida por Jesus.
No pensamento do centurião, que desejou a cura do filho, a fé estava viva, sem
qualquer sombra de dúvidas e, por isso, o seu desejo se realizou através da
cura feita por Jesus.
Quando
fazendo algum pedido a Deus, devemos agir do mesmo modo que os dois centuriões
fizeram, com palavras de crença, certeza absoluta e, ao mesmo tempo, com
pensamentos sempre de convicção plena de que o pedido será atendido,
inclusive com agradecimentos prévios.
Devemos
lutar contra os pensamentos negativos, que tentam vir à nossa mente, fruto de
condicionamentos e de medos angariados desde criança, ou quiçá, de vidas
anteriores. É preciso travar luta constante com a nossa mente, para refutar
todo e qualquer pensamento que seja contrário, que destoe da verdadeira crença.
Como se estivéssemos de plantão mental, não podemos permitir um pensamento
destoante sequer.
Essa
postura é o caminho para vivenciar a fé no sentido prático e para se alcançar
o resultado pretendido. Nas próprias palavras de Jesus, em duas passagens Bíblicas,
Ele ratifica essa visão, ao dizer:
Em
verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este
monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível.
(...) Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só
fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes:
Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito. (Mateus,
Cp. 17, Vs. 20/21)
Se
tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira:
Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria. (Lucas,
Cp. 17, Vs. 6)
Então,
Jesus está dizendo que é preciso ter fé ao fazermos os nossos pedidos, mas,
também, “não ter dúvidas”. Interpreto, assim, que não podemos duvidar em
palavras, nem tão pouco em pensamentos, para que o objetivo almejado com o
pedido seja plenamente concedido.
Nesse
mesmo sentido, tal como referenciei no artigo: “Transformação
quântica do pensamento”, a física quântica tem provado que o pensamento
e, ainda, o sentimento, quando focados no objetivo pretendido, trabalhados
positivamente de forma constante com crença plena, proporcionam a atração
daquilo que se deseja, que acaba se realizando no tempo proporcional, em
rapidez, à intensidade da fé utilizada, via pensamentos e sentimentos
positivados.
Com
essa perspectiva e ratificando as afirmações da física quântica, estou me
recordando da história vivenciada pelo autor Anthony Norvell e contada em seu
livro “O poder das forças ocultas”. Em viagem da Grécia para os Estados
Unidos em um transatlântico, Anthony fica curioso ao ver todas as manhãs,
caminhando pelo convés e cantarolando baixinho certas frases, um ágil homem de
cabelos brancos, com postura ereta e firmeza próprias de quem possui não mais
de 35 anos. O autor, certo dia, perguntou-lhe sobre o seu vigor jovial. Para seu
espanto, soube que o homem estava com 90 anos, embora se sentisse como se
estivesse com quarenta.
O
homem, então, falou a Norvell que, aos quarenta anos, esteve na Índia, quando
conheceu um místico que lhe ensinou: “todo o segredo da vida encontra-se em
duas atitudes: respiração rítmica e invocação oculta”. O homem então
passou a caminhar ritmicamente, cantando e entoando frases positivas,
constantemente e sempre que estivesse sozinho. Com isso, curou-se do mal cardíaco
crônico e úlceras estomacais. Há 40 anos não ficava doente, sequer
resfriado; não usava óculos; não se debilitou, enfim, com a idade. Sentia-se
tão feliz e sadio, que fixou a meta de chegar aos 110 anos. Disse que ao
aspirar e expirar dizia declarações positivas, estabelecendo um ritmo musical.
Nessa cadência, entoava:
Eu sou o centro de energia e poder vitais cósmicos. O ritmo do universo está em meu corpo e estabelece a saúde, a juventude e a vitalidade dentro de mim. Meu coração é o dínamo do poder oculto que manda a força vital correr através de todos os átomos e células de meu cérebro e meu corpo, curando-me perfeitamente de todos os elementos discordantes.
****
Voltando
às curas realizadas por Jesus, outro aspecto me chama atenção: além de falar
sempre que a fé permitiu a cura, como disse a uma mulher que apenas O havia
tocado: “A
tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal”, também falava
sempre que os pecados foram perdoados, tal como podemos ver, por exemplo, em
duas passagens da Bíblia, segundo Mateus.
E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados. (Mateus, Cp. 9, Vs. 22)
E vendo-lhes a fé, disse ele: Homem, são-te perdoados os teus pecados. (Mateus, Cp. 5, Vs. 20) (esta citação é do homem que foi levado a Jesus pelo telhado)
Os
dois paralíticos, obedecendo ao comando de Jesus, levantaram-se e foram embora
andando, curados, para espanto e alegria de todos que puderam acompanhar tais
acontecimentos.
Por
que será que Jesus associou nessas curas e em tantas outras, diria até na
maioria delas, o perdão dos pecados? Só posso entender que os doentes estavam
nessas condições em face de processo cármico, certamente de outras vidas,
pois muitos dos curados por Jesus, inclusive cegos, eram doentes de nascença.
Era,
portanto, necessário perdoar os pecados, (falhas pregressas de vidas passadas),
pois esses pecados geraram no corpo etéreo as doenças, oriundas dos corpos
emocional e mental (reflexos de outras vivências), e, mais tarde, as doenças
manifestaram-se corpo físico. O perdão dos pecados, feito por Jesus, cortava,
então, a conexão cármica, trazendo de volta a saúde, tudo, em face da
verdadeira fé daquelas pessoas.
Tal
como escrevi no meu texto, “Reiki,
processo de cura”, é fundamental o pedido com fé, mas, necessário se
faz igualmente pedirmos perdão de nossos pecados dessa vida e, principalmente,
daqueles de vidas passadas, que estão gerando doenças e situações cármicas
em nossa vida atual. É importante, ainda, pedir a queima dos carmas, a
transmutação deles através da energia violeta (fogo divino), para ajudar no
restabelecimento da saúde, mesmo utilizando o necessário tratamento pela
medicina tradicional, auxiliado pelos tratamentos holísticos.
Ainda
sobre o perdão, observo que devemos nos perdoar por faltas cometidas, rompendo
o danoso sentimento de remorso, que gera doença nesta e em vidas futuras.
Igualmente, se apresenta fundamental o perdão ao nosso próximo por falhas
cometidas contra nós, no sentido de cortar a conexão cármica, livrando-nos do
reencontro futuro para reparação; além do que o ato de não perdoar afeta os
chakras, desequilibrando o fluxo de energia, causando doenças nos órgãos
correlatos.
Ao
mesmo tempo, é preciso restabelecer o equilíbrio emocional, livrando-nos das
tensões, estresses do dia a dia, que acabam
gerando reações em todo o organismo, verdadeiras agressões de ordem física
e psíquica, baixando a defesa e permitindo o ataque de vírus e bactérias e,
por fim, fazendo surgir doenças, algumas graves.
É
bom observar, que Jesus, como visto no evangelho apócrifo de Maria Madalena
(citado no meu artigo “Evangelhos Apócrifos Segundo
Judas, Maria Madalena, Tomé e Felipe”),
enfatiza a necessidade de se manter em equilíbrio, evitando ações, pensamento
e sentimentos negativos (pecados criados pelo homem), para não adoecer. Desse
modo, Ele falou:
Não
há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que
o adultério, que é chamado 'pecado'.(...) Por isso adoeceis e morreis [...] A
matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à
Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão
por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força
das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.
No
texto citado, consta também outra manifestação de Jesus, colocada abaixo
Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem (...) Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática.
Jesus
destaca, claramente, o que Ele entende por essencial, conforme se pode ver nas
seguintes versões dos apóstolos Lucas e Mateus:
Mas
ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, e da arruda, e de toda
hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus. Ora, estas coisas
importava fazer, sem deixar aquelas. (Lucas,
Cp. 11, Vs. 42)
Ai
de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do
endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a
saber, a justiça, a misericórdia e a fé, estas coisas devíeis fazer,
sem omitir aquelas. (Mateus, Cp. 23,
Vs. 23)
Como
visto nos trechos citados dos evangelhos de Lucas e Mateus, Jesus não valorizou
o dízimo, tanto decantado pelas religiões, uma vez que o pagamento do dízimo
(em dinheiro) acabou sendo revestido, em Sua fala, de pouca importância se
comparado às ações julgadas, por Ele, fundamentais, quais sejam: justiça,
misericórdia, fé e amor.
Em
verdade, Jesus, confirmado pelos trechos Bíblicos citados, ao dizer a frase:
“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas,
20,25), estava dizendo para dar a César
os impostos e a Deus a evolução espiritual, por intermédio de práticas
ascendentes de amor incondicional e a ampliação da fé, pois, isso, sim,
segundo Jesus, “importava fazer”.
Podemos
ser curados, podemos realizar todos os nossos sonhos, mas,
para isso acontecer, é necessário ter fé (crença plena), com
pensamentos e sentimentos sempre positivos, sem nada que destoe disso em nenhum
momento. Pedindo a Deus, ainda, o perdão dos pecados, surgidos em conseqüência
do distanciamento que fizemos de nossa essência divina ao longo das encarnações.
Perdoando-nos, também, e ao nosso próximo, verdadeiramente. Resgatando,
igualmente, o equilíbrio emocional e psicológico, e, sobretudo o equilíbrio
espiritual, através de ações, pensamentos e sentimentos pautados apenas no
amor integral.
Tudo
está ao nosso alcance, tudo pode ser realizado pelo poder de nossa fé. Somos
filho de Deus, nascemos com o mesmo poder divino, nossa essência verdadeira,
guardada em nós, esperando para ser reencontrada e vivenciada por toda a
eternidade.
Luz, fé, pensamentos e sentimentos positivos de amor e equilíbrio.
Abraços fraternos, Moacir Sader.
Música de fundo "Filho da Luz, interpretação e autoria de Mike Rowland
Os
temas constantes do livro "Viagem
à cidade espiritual de Necanerom" (230
páginas, 2ª ed 2011):
Experiências astrais e Necanerom / Premonições
/ Transformação quântica do pensamento / Nova era sendo implantada / Almas gêmeas
na nova era / Eu Sou presença Divina / Jesus e o Sermão da Montanha / Maria
Madalena, outra história / Evangelhos apócrifos / As mensagens de Jesus para a
nova era / O poder da fé na cura cármica / Reiki, processo de cura / Lei da atração / Como implantar na Terra a era de
luz? / Chegada da nova era.
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Luz,
paz, amor e esperança no futuro da humanidade.
É tempo de conhecer e saber como influir, ser participante pró-ativo na
implantação da Nova Era, evoluindo junto com a nova dimensão planetária.
(
Moacir Sader)
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Fontes
de pesquisa:
1) Bíblia Sagrada, disponível
no Site www.jesusvoltará.com.br
2) Evangelho apócrifo segundo
Maria Madalena
3) Norvell, Anthony. O poder
das forças ocultas. Editora IBRASA. São Paulo. 4ª ed. 1982.
4) Sader, Moacir. Artigo “Transformação quântico
do pensamento” de, disponível do site http://www.moacirsader.com
5) Sader, Moacir. Artigo “Evangelhos
Apócrifos Segundo Judas, Maria Madalena, Tomé e Felipe”, disponível do
site http://www.moacirsader.com
6) Sader, Moacir. Artigo “Reiki,
processo de cura”, de Moacir Sader, disponível do site http://www.moacirsader.com
_________
Outros artigos do autor
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