
Saindo
do corpo
(Texto de Moacir Sader)
São
3:30 da manhã, estou fora do corpo, ultrapasso a janela de meu apartamento,
localizado no sétimo andar, vôo livremente e sem medo, sabendo ser tudo
muito natural.
Embaixo
vejo a luzes da longa avenida que corta toda a parte praiana de minha cidade.
Sigo voando sobre essa avenida, deliciando-me do prazer de planar, sentindo-me
um pássaro livre inteiramente.
Chama-me
a atenção o fato de estar enxergando muito bem, normalmente uso óculos para
ver distante, sei agora que não estou com as minhas lentes, mas estou vendo
perfeitamente e ainda melhor, pois consigo aproximar as imagens apenas
desejando, com se estivesse utilizando o zoom de uma filmadora.
As
imagens apresentam uma nitidez muito melhor do que veria se estivesse vendo
pelo corpo carnal, o que vem confirmar os estudos, que os sentidos, limitados
pelo corpo físico, manifestam-se com intensa superioridade no corpo astral.
Cheguei
perto de um aglomerado de pessoas, que estavam próximos de um bar, logo começaram
um briga, fiquei tenso vendo os empurrões e gritaria, por isso fui puxado
pelo cordão de prata e voltei ao corpo físico, sentindo todas as sensações
vivenciadas fora do corpo e revivendo mentalmente toda a luminosidade de uma
noite super especial pra mim.
As
viagens astrais nos dão a convicção de nossa eternidade, dão-nos a certeza
de nunca morremos, sentiremos assim, quando estivermos definitivamente fora do
corpo físico, bem vivo, sentindo tudo, ainda com muito mais nitidez.
Quando
morremos, em verdade, renascemos para a luz, para a liberdade.